Bom... tenho tentado me segurar para falar sobre o assunto 15/03... mas vou falar no que acredito diante do cenário atual:
- não é porque há outros países que são/estão piores, que tenho que concordar com o estado em que o Brasil se encontra;
- não é porque X foi feito, que Y pode ficar a deriva por fazer;
- não gosto do Aécio, nem da Dilma, na verdade quem paga as minhas muitas contas (e caras) sou eu;
- desconversar para não responder é o mesmo que não encarar as responsabilidades inerentes à um líder;
- acredito sim que há esperança e que é necessária uma mudança drástica;
- colocar os não eleitores do atual governo como os únicos insatisfeitos não faz o menor sentido... uma vez que os "satisfeitos" estão escondidos (vide os quantitativos dos dois dias de manifestações);
- como resolver os problemas? não faço idéia, não sou pago pra isso... se eu soubesse eu seria candidato e provavelmente presidente... então não coloque a falta de resposta para justificar a existência e permanência do problema... quem tá lá, está lá porque quer e deve fazer por onde, e se não fizer, "pede pra sair".
Pra não prolongar muito, acho que há 3 coisas importantes a ressaltar e que excluem qualquer argumento moral para se concordar com os atos atuais do governo:
- a hipocrisia de cantar o hino com a mão ao peito em frente à TV para um time de futebol;
- um bloco de carnaval ou jogo de futebol atrair mais pessoas do que um ato democrático e/ou cívico;
- o uniforme para uma manifestação for a da seleção da CBF;
A Dilma pode dar um jeito em tudo? Talvez se ela se virar contra o PT, o que acho quase impossível ela parar de pedir benção para o papai smurf...
Tá na hora de parar de jogar video-game e ler a constituição.
Tá na hora de parar de assistir novela e ler um jornal.
Tá na hora de levantar a bunda do sofá e arrumar um emprego no lugar de ficar reclamando que os tempos estão difíceis.
Tá na hora de estudar.
Tá na hora de fazer!
Reclame menos, faça mais!
Enfim... falar falei!
terça-feira, 17 de março de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Intolerância ao bom humor
Sinto que nossos posts têm circulado pela tênue linha que separa o amor do ódio. Então, para não ser diferente, vamos levantar uma bola um tanto quanto polêmica: qual o limite para o humor?
Recentemente o programa Video Show, da TV Globo, tem reprisado cenas do velho e bom humorista Chico Anysio em sua Escolinha do Professor Raimundo. Ao ver ilustres personagens como o saudoso Costinha, Joselino Barbacena, Cacilda, Seu Peru, Rolando Lero, entre outros, me deparei com o pensamento de que este programa não sobreviveria nos dias atuais.
A prova disto é o moribundo Zorra Total, também capitaneado por Chico Anysio durante anos, antes de seu falecimento, obviamente. Este programa não conseguiu a menor fração do humor se comparado com o a Escolinha. Dentre as razões de seu fracasso, vejo como a mainstream a poda na liberdade de expressão, ou melhor, não na liberdade de expressão, mas na liberdade de se ironizar e debochar sem que os outros se sintam ofendidos ou, como dizem, caluniados, injuriados ou difamados. Mais uma vez é a geração Bullying em ação.
Nos dias atuais não se pode "fazer graça", "fazer humor" ou qualquer outro "fazer" com nada. Não se pode falar de bonitos, feios, brancos, negros, loiros, índios, homens, mulheres, gays, magros, gordos, altos, baixos, nada! Qualquer coisa que seja dita é levado como a mais severa ofensa de todas! Pense só um personagem cômico como era o Costinha sem suas piadas que começavam sempre dizendo: "era uma vez uma bixinha..." seguido de seus trejeitos inigualáveis. Ou seu Joselino Barbacena, em seu papel interiorano, matuto. Ou até pessoas que faziam comédia de sua própria beleza deficitária como Dona Bela e Seu Boneco, esposa (à época) e filho de Chico Anysio. As pessoas não podem encarar a realidade, por mais dura que seja, e sorrir. Elas são obrigadas a permanecerem estagnadas num antro de lástimas ad aeternum.
Diante destes ditames da Bullying Society o humorista, ator, extremamente capaz e criativo fica limitado a fazer sempre a mesma piada muitas vezes escrita por terceiros. Daí o humor cai na mesmice e leva o programa a falência.
Ora, note o nível dos humoristas que na TV são péssimos e que no teatro são fantásticos! No teatro eles têm a liberdade sobre o próprio nome e acabam assumindo a responsabilidade em caso de "ofensas" e não imputam danos ao programa ou a seus patrões. A liberdade de expressão é confundida com ofensas.
Além disto, infelizmente, presenciamos mais um episódio de intolerância da Bullying Society, agora em nível internacional. O ataque à revista Charlie Hebdo de ontem. Pessoas especializadas em charges e em arrancar gargalhadas de uma humanidade que quase já não tem problemas. Não se sabe ao certo a causa do ataque mas acreditam que seja oriunda da publicação de sátiras envolvendo credos, crenças e seus ídolos. Este caso foi o que incentivou esta publicação e é através deste que deixo meu manifesto e homenagem aos que foram assassinados por tentarem fazer que algumas pessoas esqueçam seus problemas por 2 ou 3 segundos, e nada mais.
Recentemente o programa Video Show, da TV Globo, tem reprisado cenas do velho e bom humorista Chico Anysio em sua Escolinha do Professor Raimundo. Ao ver ilustres personagens como o saudoso Costinha, Joselino Barbacena, Cacilda, Seu Peru, Rolando Lero, entre outros, me deparei com o pensamento de que este programa não sobreviveria nos dias atuais.
A prova disto é o moribundo Zorra Total, também capitaneado por Chico Anysio durante anos, antes de seu falecimento, obviamente. Este programa não conseguiu a menor fração do humor se comparado com o a Escolinha. Dentre as razões de seu fracasso, vejo como a mainstream a poda na liberdade de expressão, ou melhor, não na liberdade de expressão, mas na liberdade de se ironizar e debochar sem que os outros se sintam ofendidos ou, como dizem, caluniados, injuriados ou difamados. Mais uma vez é a geração Bullying em ação.
Nos dias atuais não se pode "fazer graça", "fazer humor" ou qualquer outro "fazer" com nada. Não se pode falar de bonitos, feios, brancos, negros, loiros, índios, homens, mulheres, gays, magros, gordos, altos, baixos, nada! Qualquer coisa que seja dita é levado como a mais severa ofensa de todas! Pense só um personagem cômico como era o Costinha sem suas piadas que começavam sempre dizendo: "era uma vez uma bixinha..." seguido de seus trejeitos inigualáveis. Ou seu Joselino Barbacena, em seu papel interiorano, matuto. Ou até pessoas que faziam comédia de sua própria beleza deficitária como Dona Bela e Seu Boneco, esposa (à época) e filho de Chico Anysio. As pessoas não podem encarar a realidade, por mais dura que seja, e sorrir. Elas são obrigadas a permanecerem estagnadas num antro de lástimas ad aeternum.
Diante destes ditames da Bullying Society o humorista, ator, extremamente capaz e criativo fica limitado a fazer sempre a mesma piada muitas vezes escrita por terceiros. Daí o humor cai na mesmice e leva o programa a falência.
Ora, note o nível dos humoristas que na TV são péssimos e que no teatro são fantásticos! No teatro eles têm a liberdade sobre o próprio nome e acabam assumindo a responsabilidade em caso de "ofensas" e não imputam danos ao programa ou a seus patrões. A liberdade de expressão é confundida com ofensas.
Além disto, infelizmente, presenciamos mais um episódio de intolerância da Bullying Society, agora em nível internacional. O ataque à revista Charlie Hebdo de ontem. Pessoas especializadas em charges e em arrancar gargalhadas de uma humanidade que quase já não tem problemas. Não se sabe ao certo a causa do ataque mas acreditam que seja oriunda da publicação de sátiras envolvendo credos, crenças e seus ídolos. Este caso foi o que incentivou esta publicação e é através deste que deixo meu manifesto e homenagem aos que foram assassinados por tentarem fazer que algumas pessoas esqueçam seus problemas por 2 ou 3 segundos, e nada mais.
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