Bom... tenho tentado me segurar para falar sobre o assunto 15/03... mas vou falar no que acredito diante do cenário atual:
- não é porque há outros países que são/estão piores, que tenho que concordar com o estado em que o Brasil se encontra;
- não é porque X foi feito, que Y pode ficar a deriva por fazer;
- não gosto do Aécio, nem da Dilma, na verdade quem paga as minhas muitas contas (e caras) sou eu;
- desconversar para não responder é o mesmo que não encarar as responsabilidades inerentes à um líder;
- acredito sim que há esperança e que é necessária uma mudança drástica;
- colocar os não eleitores do atual governo como os únicos insatisfeitos não faz o menor sentido... uma vez que os "satisfeitos" estão escondidos (vide os quantitativos dos dois dias de manifestações);
- como resolver os problemas? não faço idéia, não sou pago pra isso... se eu soubesse eu seria candidato e provavelmente presidente... então não coloque a falta de resposta para justificar a existência e permanência do problema... quem tá lá, está lá porque quer e deve fazer por onde, e se não fizer, "pede pra sair".
Pra não prolongar muito, acho que há 3 coisas importantes a ressaltar e que excluem qualquer argumento moral para se concordar com os atos atuais do governo:
- a hipocrisia de cantar o hino com a mão ao peito em frente à TV para um time de futebol;
- um bloco de carnaval ou jogo de futebol atrair mais pessoas do que um ato democrático e/ou cívico;
- o uniforme para uma manifestação for a da seleção da CBF;
A Dilma pode dar um jeito em tudo? Talvez se ela se virar contra o PT, o que acho quase impossível ela parar de pedir benção para o papai smurf...
Tá na hora de parar de jogar video-game e ler a constituição.
Tá na hora de parar de assistir novela e ler um jornal.
Tá na hora de levantar a bunda do sofá e arrumar um emprego no lugar de ficar reclamando que os tempos estão difíceis.
Tá na hora de estudar.
Tá na hora de fazer!
Reclame menos, faça mais!
Enfim... falar falei!
#FalarFalei
terça-feira, 17 de março de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Intolerância ao bom humor
Sinto que nossos posts têm circulado pela tênue linha que separa o amor do ódio. Então, para não ser diferente, vamos levantar uma bola um tanto quanto polêmica: qual o limite para o humor?
Recentemente o programa Video Show, da TV Globo, tem reprisado cenas do velho e bom humorista Chico Anysio em sua Escolinha do Professor Raimundo. Ao ver ilustres personagens como o saudoso Costinha, Joselino Barbacena, Cacilda, Seu Peru, Rolando Lero, entre outros, me deparei com o pensamento de que este programa não sobreviveria nos dias atuais.
A prova disto é o moribundo Zorra Total, também capitaneado por Chico Anysio durante anos, antes de seu falecimento, obviamente. Este programa não conseguiu a menor fração do humor se comparado com o a Escolinha. Dentre as razões de seu fracasso, vejo como a mainstream a poda na liberdade de expressão, ou melhor, não na liberdade de expressão, mas na liberdade de se ironizar e debochar sem que os outros se sintam ofendidos ou, como dizem, caluniados, injuriados ou difamados. Mais uma vez é a geração Bullying em ação.
Nos dias atuais não se pode "fazer graça", "fazer humor" ou qualquer outro "fazer" com nada. Não se pode falar de bonitos, feios, brancos, negros, loiros, índios, homens, mulheres, gays, magros, gordos, altos, baixos, nada! Qualquer coisa que seja dita é levado como a mais severa ofensa de todas! Pense só um personagem cômico como era o Costinha sem suas piadas que começavam sempre dizendo: "era uma vez uma bixinha..." seguido de seus trejeitos inigualáveis. Ou seu Joselino Barbacena, em seu papel interiorano, matuto. Ou até pessoas que faziam comédia de sua própria beleza deficitária como Dona Bela e Seu Boneco, esposa (à época) e filho de Chico Anysio. As pessoas não podem encarar a realidade, por mais dura que seja, e sorrir. Elas são obrigadas a permanecerem estagnadas num antro de lástimas ad aeternum.
Diante destes ditames da Bullying Society o humorista, ator, extremamente capaz e criativo fica limitado a fazer sempre a mesma piada muitas vezes escrita por terceiros. Daí o humor cai na mesmice e leva o programa a falência.
Ora, note o nível dos humoristas que na TV são péssimos e que no teatro são fantásticos! No teatro eles têm a liberdade sobre o próprio nome e acabam assumindo a responsabilidade em caso de "ofensas" e não imputam danos ao programa ou a seus patrões. A liberdade de expressão é confundida com ofensas.
Além disto, infelizmente, presenciamos mais um episódio de intolerância da Bullying Society, agora em nível internacional. O ataque à revista Charlie Hebdo de ontem. Pessoas especializadas em charges e em arrancar gargalhadas de uma humanidade que quase já não tem problemas. Não se sabe ao certo a causa do ataque mas acreditam que seja oriunda da publicação de sátiras envolvendo credos, crenças e seus ídolos. Este caso foi o que incentivou esta publicação e é através deste que deixo meu manifesto e homenagem aos que foram assassinados por tentarem fazer que algumas pessoas esqueçam seus problemas por 2 ou 3 segundos, e nada mais.
Recentemente o programa Video Show, da TV Globo, tem reprisado cenas do velho e bom humorista Chico Anysio em sua Escolinha do Professor Raimundo. Ao ver ilustres personagens como o saudoso Costinha, Joselino Barbacena, Cacilda, Seu Peru, Rolando Lero, entre outros, me deparei com o pensamento de que este programa não sobreviveria nos dias atuais.
A prova disto é o moribundo Zorra Total, também capitaneado por Chico Anysio durante anos, antes de seu falecimento, obviamente. Este programa não conseguiu a menor fração do humor se comparado com o a Escolinha. Dentre as razões de seu fracasso, vejo como a mainstream a poda na liberdade de expressão, ou melhor, não na liberdade de expressão, mas na liberdade de se ironizar e debochar sem que os outros se sintam ofendidos ou, como dizem, caluniados, injuriados ou difamados. Mais uma vez é a geração Bullying em ação.
Nos dias atuais não se pode "fazer graça", "fazer humor" ou qualquer outro "fazer" com nada. Não se pode falar de bonitos, feios, brancos, negros, loiros, índios, homens, mulheres, gays, magros, gordos, altos, baixos, nada! Qualquer coisa que seja dita é levado como a mais severa ofensa de todas! Pense só um personagem cômico como era o Costinha sem suas piadas que começavam sempre dizendo: "era uma vez uma bixinha..." seguido de seus trejeitos inigualáveis. Ou seu Joselino Barbacena, em seu papel interiorano, matuto. Ou até pessoas que faziam comédia de sua própria beleza deficitária como Dona Bela e Seu Boneco, esposa (à época) e filho de Chico Anysio. As pessoas não podem encarar a realidade, por mais dura que seja, e sorrir. Elas são obrigadas a permanecerem estagnadas num antro de lástimas ad aeternum.
Diante destes ditames da Bullying Society o humorista, ator, extremamente capaz e criativo fica limitado a fazer sempre a mesma piada muitas vezes escrita por terceiros. Daí o humor cai na mesmice e leva o programa a falência.
Ora, note o nível dos humoristas que na TV são péssimos e que no teatro são fantásticos! No teatro eles têm a liberdade sobre o próprio nome e acabam assumindo a responsabilidade em caso de "ofensas" e não imputam danos ao programa ou a seus patrões. A liberdade de expressão é confundida com ofensas.
Além disto, infelizmente, presenciamos mais um episódio de intolerância da Bullying Society, agora em nível internacional. O ataque à revista Charlie Hebdo de ontem. Pessoas especializadas em charges e em arrancar gargalhadas de uma humanidade que quase já não tem problemas. Não se sabe ao certo a causa do ataque mas acreditam que seja oriunda da publicação de sátiras envolvendo credos, crenças e seus ídolos. Este caso foi o que incentivou esta publicação e é através deste que deixo meu manifesto e homenagem aos que foram assassinados por tentarem fazer que algumas pessoas esqueçam seus problemas por 2 ou 3 segundos, e nada mais.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
O 11º mandamento
Diante das cenas vivenciadas nos últimos anos acredito que
se Deus resolvesse fazer as tábuas da lei hoje ele as faria com um mandamento
extra, o 11º mandamento, o não te “bitolarás”.
Esta expressão cômica eu escutei de um professor numa aula inaugural
em 2001 e desde então noto que apesar do contexto em que ele utilizou é algo que
está cada vez mais evidente. Cada dia que se passa, cada lugar em que vou e
cada pessoa que conheço me fazem crer ainda mais que há um excesso de bitolagem
em diversos aspectos.
O que quero dizer por bitolagem nada mais é que um fanatismo
ou ideologia exageradamente exagerado. De tal forma que chega a cegar o
indivíduo e leva-o a caminhar sobre a tênue linha que divide a sanidade da
loucura, e a correr relações.
De certa forma, a bitolagem está ligada a muitos “ismos”. Ismos
políticos, filosóficos, sociais, ideológicos, religiosos, artísticos,
esportivos, etc.; além de simples manias e muitas vezes frescuras. Muitos ismos
são bem mais radicais que outros, o que não faz destes melhores, em essência,
do que aqueles de formam que continuam corrompendo o ser.
Dentro da proporcionalidade acredito que se fizéssemos uma
votação para elegermos a escória do fanatismo o campeão seria o terrorismo. Um
fanatismo que mistura bitolagens religiosa, cultural, social, filosófica e
política. Como dito anteriormente corrói relações e de forma drástica: degolando,
explodindo, sequestrando, chantageando, e por aí vai.
De forma menos apelativa, em comparação ao terrorismo, temos
um fanatismo forte que foi vivenciado recentemente no Brasil: o fanatismo
político. Vivenciamos uma rixa entre PeTistas e PMDBistas. Óbvio que
independente de sua posição política o fanatismo é desagrega mais que agrega.
Vimos uma política mais uma vez corroída, preocupada em denegrir o outro e não
em propor boas idéias e projetos. Vimos uma cisão da sociedade para defender
pessoas que a ferro e fogo não estão nem aí para seus defensores. Estes
bitolados estão presentes em massa nas redes sociais e vivem postando provas de
tamanha cegueira.
Outro ismo muito comum é o do bitolado religioso. Quem nunca
foi abordado por alguém ou por alguéns querendo doutrinar e inverter seus
conceitos religiosos para outra religião ou crença? Veja, não estou segregando
religiões ou crenças, mas sim falando de forma genérica que sempre há alguém
olhando para o próprio umbigo e dizendo que o gramado do outro não é tão verde
assim.
Na sociedade que tenho chamado de “geração bullying” tem um
grupo de bitolados que são os bitolados de classes. Estão vinculados muitas
vezes a minorias e que são tantas que a soma das minorias acaba sendo maior que
maioria (estranho não?). Refiro-me aos fanáticos de movimentos feministas,
machistas, homossexuais, heterossexuais, indígenas, negros, brancos, asiáticos,
pobres, ricos, mineiros, nordestinos, paulistas, enfim, qualquer classe com um
grupo de fanáticos falando asneiras por aí. Todos têm direitos e poucos têm
deveres. E cada vez mais a situação aperta para a minoria exclusa das minorias.
Quanto mais as ditas minorias reclamam mais a sociedade se dispersa, se divide
em tribos e se perde o princípio do art. 5º da constituição que diz:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)
Extremamente irritantes são os bitolados fitness ou geração
saúde. Estas pessoas tentam te impor o que, como e quando comer, beber e fazer.
São megalomaníacos contemporâneos que acreditam compreender todas as nuances da
natureza além das divinas. São muito vaidosos e inconsequentes por muitas vezes
de modo que alguns são vítimas de seus próprios venenos surpreendidos por
problemas de saúde ocasionados justamente pelo consumo inapropriado pregado por
eles mesmos. Aqui também estão presentes os vegetarianos, orgânicos, diets,
lights, low carbs, zero, fit, e mil outras palavras pequenas que querem dizer a
mesma coisa.
Temos uma classe de bitolagem que é quase ímpar: os veganos.
Até entendo a pessoa não comer carne, por não gostar ou por não querer, não
importa o motivo de fato. Mas estas pessoas estão em um estágio próximo à
comicidade. Não duvido que alguns bitolados não queiram nem mesmo andar para
não esmagar microrganismos invisíveis a olho nu presentes no solo, ou nem mesmo
evitar a luz para não “apagar os lumens”.
Não menos irritante temos os bitolados futebolísticos. No
Brasil isto é constante. Cada estado tem o torcedor/torcida mais chato
específico. Mas este bitolado é o que deixa de falar com a mãe por causa de
futebol. Não se preocupa em trabalhar melhor ou evoluir por causa do futebol.
Só pensa nisso o tempo todo... todo... todo... e mais um pouquinho. Este
bitolado de fato é um bitolado esportivo e não necessariamente vinculado ao
futebol, de modo que este se destaca principalmente no Brasil e em alguns
outros países com grande popularidade futebolística.
Não posso esquecer os bitolados animais. Estas pessoas
convivem com bixinhos de estimação, mas de forma até repugnante. A bitolagem
cega a questão de higiene de modo que é comum ver um animal lambendo os
genitais e em seguida a boca do cidadão sem grandes problemas, se isto não for
algo anormal me desculpe, mas pra mim ainda é algo estranho. Não importa se o
filho tem asma, o pelo do bixinho espalhado pela casa permanece. O cachorrinho
tem que ter roupa e sapato (sapato, é...). Normalmente os seres tem nome de
pessoas, apesar que já vi até gente com nome de cachorro... então deixa pra
lá...
Enfim, o que quero dizer com isto tudo é que existem, sim,
muitas formas de fanatismo. Em geral todas elas são prejudiciais, uma mais e
outras menos. Todas elas são irritantes para as outras pessoas que não são
bitoladas da mesma forma. Sei que não sou um ser perfeito e até tenho minhas manias e fanatismos, acho que todos têm, mas algumas pessoas estão de parabéns. E é importante lembrar que cada um fique em seu quadrado por mais difícil que seja aceitar que outra pessoa não concorde com seus pontos de vista em
sentido amplo.
Dizem que se conselho fosse bom não seria dado, mas vendido.
Normalmente vendo meus bons conselhos, mas este é de graça: não te bitole.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Quis custodiet ipsos custodes?
A famosa pergunta feita a Sócrates: "Quem guardará os guardiões?" - pois bem, vivenciamos diariamente situações onde nos deparamos com abuso de poder, prevaricação ou simples omissão entre os guardiões.
Hoje os principais jornais estão com uma notícia sobre a servidora pública, agente do Detran, que parou um juiz numa blitz da Lei Seca em 2011. Juiz este que deu voz de prisão para a servidora dizendo que a mesma cometeu desacato à sua autoridade. A agente, por sua vez, diz que o juiz agiu com abuso de autoridade.
Vejamos os fatos: o juiz foi parado numa blitz da Lei Seca sem licenciamento do veículo e sem CNH. A agente, que é paga com dinheiro público para fazer cumprir a lei, aplicou duas multas e mandou rebocar o veículo. O juiz então chama um policial militar e manda prendê-la.
Ora, não estou entrando no mérito do diálogo entre ambos, pois acredito que deve ter havido abuso de ambos os lados, mas se olharmos analiticamente veremos que no final das contas quem está certo é a agente que executou o seu trabalho da forma como devia fazê-lo.
Mas o desembargador que tomou a decisão de condená-la a pagar indenização ao juiz disse que "ela" foi quem agiu com abuso de poder mesmo sabendo da função pública desempenhada por ele. Ora, vamos lá, "abuso de poder" não deve ser praticado contra ninguém e não apenas a uma pessoa com função pública. O seu título, status ou profissão não deve interferir na atuação do agente.
Agora que entendemos o caso vou perguntar novamente, quem guardará os guardiões?
Tenho para comigo que a banalização do ensino superior se deu principalmente ao excesso de instituições de Direito no Brasil. É! Agora diversas pessoas estão a me condenar por esta frase. Mas vamos pensar mais uma vez. Em 1997, o personagem do Al Pacino no filme "O Advogado do Diabo" disse uma frase que ficou marcada em minha memória: "Sabia que há mais alunos de Direito que advogados sobre a Terra?".
Vejo este caso, dentre tantos outros, e fico confabulando sobre a que ponto chegamos. Mais uma vez me sinto como um alienígena. E mais uma vez gostaria de "descer" e mais uma vez fico com vergonha.
Hoje os principais jornais estão com uma notícia sobre a servidora pública, agente do Detran, que parou um juiz numa blitz da Lei Seca em 2011. Juiz este que deu voz de prisão para a servidora dizendo que a mesma cometeu desacato à sua autoridade. A agente, por sua vez, diz que o juiz agiu com abuso de autoridade.
Vejamos os fatos: o juiz foi parado numa blitz da Lei Seca sem licenciamento do veículo e sem CNH. A agente, que é paga com dinheiro público para fazer cumprir a lei, aplicou duas multas e mandou rebocar o veículo. O juiz então chama um policial militar e manda prendê-la.
Ora, não estou entrando no mérito do diálogo entre ambos, pois acredito que deve ter havido abuso de ambos os lados, mas se olharmos analiticamente veremos que no final das contas quem está certo é a agente que executou o seu trabalho da forma como devia fazê-lo.
Mas o desembargador que tomou a decisão de condená-la a pagar indenização ao juiz disse que "ela" foi quem agiu com abuso de poder mesmo sabendo da função pública desempenhada por ele. Ora, vamos lá, "abuso de poder" não deve ser praticado contra ninguém e não apenas a uma pessoa com função pública. O seu título, status ou profissão não deve interferir na atuação do agente.
Agora que entendemos o caso vou perguntar novamente, quem guardará os guardiões?
Tenho para comigo que a banalização do ensino superior se deu principalmente ao excesso de instituições de Direito no Brasil. É! Agora diversas pessoas estão a me condenar por esta frase. Mas vamos pensar mais uma vez. Em 1997, o personagem do Al Pacino no filme "O Advogado do Diabo" disse uma frase que ficou marcada em minha memória: "Sabia que há mais alunos de Direito que advogados sobre a Terra?".
Vejo este caso, dentre tantos outros, e fico confabulando sobre a que ponto chegamos. Mais uma vez me sinto como um alienígena. E mais uma vez gostaria de "descer" e mais uma vez fico com vergonha.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Cadê você Democracia?!
Hoje é um dia diferente dos últimos dias. Hoje temos o resultado das eleições no Brasil e em especial no que diz respeito ao cargo de "presidente" da república.
Pois bem, normalmente eu sou o tipo de pessoa que se enquadra no grupo que tem "orgulho de ser brasileiro". Mas hoje não! Hoje eu não tenho orgulho de ser brasileiro. Não pelo Brasil, pela pátria, ou pela nação que por algumas vezes jurei defendê-la das mais variadas formas, e uma delas foi ontem, dia 26/10 exercendo meu direito de voto. Não tenho orgulho de ser brasileiro por ser incluindo no mesmo grupo e comparado com quase 55 milhões de pessoas que decidiram o rumo do Brasil. Hoje, eu me sinto enojado por ser brasileiro, por esta comparação e por tudo o que estamos vivendo. Sinto nojo de pessoas hipócritas que vivem ao meu redor e que se dizem mais brasileiros por cantar o hino, de pé, com a mão no peito, e por esboçar lágrimas antes de um jogo de futebol, mas que na hora em que o povo e a pátria mais precisam de seu apoio e seu amor pela nação, esquecem de tudo. Sinto nojo daqueles tantos milhares que manifestaram e repudiaram diversos atos públicos em meados de junho de 2013, em marchas e caminhadas contra a corrupção, em manifestações e vaias contra a "presidenTA", e que no fim das contas desejam que o país permaneça como está. Desejo este que foi concedido e será prolongado por mais quatro anos, seja bom, seja ruim.
Para os mais novinhos, gostaria de contar uma pequena estória, ou uma fábula talvez. Em 1964 houve um ato cívico-militar que durou mais de 20 anos. Durante estes 20 anos muita gente lutou, morreu e matou em busca da queda do regime militar e pela ressurgimento da democracia. Entre estas pessoas estavam nomes conhecidos como Lula e Dilma, que foram tidos heróis em sua época por defender a todo custo a democracia. O regime militar sucumbiu em 1985 e em 1988 já tínhamos uma nova constituição.
Hoje, quase 30 anos após a queda do regime militar, temos os mesmo nomes à frente: Lula e Dilma. Estes elevam mais o nome de sua instituição, o PT, do que os próprios nomes, então digamos, que o PT está à frente nos dias atuais. O PT, há 12 anos no poder, conseguiu mais 4 anos. Ou seja, 16 anos de um único governo, uma única vertente de pensamentos, um único caminho. Uma ditadura disfarçada de presidencialismo e acobertada pela democracia.
É curioso como as mesmas pessoas que lutaram para garantir a democracia são as que estão cerceando novamente o seu povo. Se observamos com cautela nota-se uma política manipulatória e para massa tal como era feito na ditadura. Nota-se também, o pão e circo com programas populares que mais aumentam a dependência familiar para com o governo e o circo dos palhaços que bancam por isto. Afinal, Ronald Reagan, que foi o responsável pelo período mais próspero dos Estados Unidos, devia estar errado quando disse: "Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixa de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas".
Quanto a uma foto da "presidenTA" na época de militante e do termo "coração valente", acredito que não preciso comentar o quão ridículo isto soa. Fico até curioso para saber a reação pública internacional diante destes dois fatos.
Então, parabéns Dilma, você fez apenas o seu papel. E parabéns para você, eleitor, e em especial quem votou na Dilma pelo seu esplêndido voto. Parabéns também para 2,5 milhões de eleitores que fizeram a diferença nesta eleição e para os 30 milhões que preferiram deixar "o circo pegar fogo" e se absteram de votar. Graças a todos vocês, eu e provavelmente outros 50 milhões de pessoas, estão se sentido alienígenas e sem entender o quão imbecis algumas pessoas são. Pare o mundo que eu quero descer!
Por fim, a frase "penso, logo existo", não pode ser lida "existo, logo penso". Até batata existe e pelo visto pensa mais que muita gente.
Pois bem, normalmente eu sou o tipo de pessoa que se enquadra no grupo que tem "orgulho de ser brasileiro". Mas hoje não! Hoje eu não tenho orgulho de ser brasileiro. Não pelo Brasil, pela pátria, ou pela nação que por algumas vezes jurei defendê-la das mais variadas formas, e uma delas foi ontem, dia 26/10 exercendo meu direito de voto. Não tenho orgulho de ser brasileiro por ser incluindo no mesmo grupo e comparado com quase 55 milhões de pessoas que decidiram o rumo do Brasil. Hoje, eu me sinto enojado por ser brasileiro, por esta comparação e por tudo o que estamos vivendo. Sinto nojo de pessoas hipócritas que vivem ao meu redor e que se dizem mais brasileiros por cantar o hino, de pé, com a mão no peito, e por esboçar lágrimas antes de um jogo de futebol, mas que na hora em que o povo e a pátria mais precisam de seu apoio e seu amor pela nação, esquecem de tudo. Sinto nojo daqueles tantos milhares que manifestaram e repudiaram diversos atos públicos em meados de junho de 2013, em marchas e caminhadas contra a corrupção, em manifestações e vaias contra a "presidenTA", e que no fim das contas desejam que o país permaneça como está. Desejo este que foi concedido e será prolongado por mais quatro anos, seja bom, seja ruim.
Para os mais novinhos, gostaria de contar uma pequena estória, ou uma fábula talvez. Em 1964 houve um ato cívico-militar que durou mais de 20 anos. Durante estes 20 anos muita gente lutou, morreu e matou em busca da queda do regime militar e pela ressurgimento da democracia. Entre estas pessoas estavam nomes conhecidos como Lula e Dilma, que foram tidos heróis em sua época por defender a todo custo a democracia. O regime militar sucumbiu em 1985 e em 1988 já tínhamos uma nova constituição.
Hoje, quase 30 anos após a queda do regime militar, temos os mesmo nomes à frente: Lula e Dilma. Estes elevam mais o nome de sua instituição, o PT, do que os próprios nomes, então digamos, que o PT está à frente nos dias atuais. O PT, há 12 anos no poder, conseguiu mais 4 anos. Ou seja, 16 anos de um único governo, uma única vertente de pensamentos, um único caminho. Uma ditadura disfarçada de presidencialismo e acobertada pela democracia.
É curioso como as mesmas pessoas que lutaram para garantir a democracia são as que estão cerceando novamente o seu povo. Se observamos com cautela nota-se uma política manipulatória e para massa tal como era feito na ditadura. Nota-se também, o pão e circo com programas populares que mais aumentam a dependência familiar para com o governo e o circo dos palhaços que bancam por isto. Afinal, Ronald Reagan, que foi o responsável pelo período mais próspero dos Estados Unidos, devia estar errado quando disse: "Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixa de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas".
Quanto a uma foto da "presidenTA" na época de militante e do termo "coração valente", acredito que não preciso comentar o quão ridículo isto soa. Fico até curioso para saber a reação pública internacional diante destes dois fatos.
Então, parabéns Dilma, você fez apenas o seu papel. E parabéns para você, eleitor, e em especial quem votou na Dilma pelo seu esplêndido voto. Parabéns também para 2,5 milhões de eleitores que fizeram a diferença nesta eleição e para os 30 milhões que preferiram deixar "o circo pegar fogo" e se absteram de votar. Graças a todos vocês, eu e provavelmente outros 50 milhões de pessoas, estão se sentido alienígenas e sem entender o quão imbecis algumas pessoas são. Pare o mundo que eu quero descer!
Por fim, a frase "penso, logo existo", não pode ser lida "existo, logo penso". Até batata existe e pelo visto pensa mais que muita gente.
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